quarta-feira, 27 de outubro de 2010

LEONEL BRIZOLA (carta ao MInistro Lupi)

Leonel Brizola e o seu legado representam, ainda vivo no nosso ideário, o elemento de transição do Trabalhismo primário getulista, que primava pela defesa dos interesses nacionais, mas que, devido a conjuntura global daquele momento viu-se necessitado a alicerçar um governo não democrático, para o trabalhismo moderno, de caráter socialista que busca unir os interesses nacionais aos interesses de libertação e desenvolvimento sócio-econômico do povo brasileiro, dentro dos pilares da democracia moderna.

Espero que Vossa Excelência seja o produto final, ou melhor dizendo, o resultado positivo deste processo de desenvolvimento do Trabalhismo. Aliás, prefiro dizer que não seja o produto final mas àquele responsável por continuar e fortalecer este processo, que pode ser seguido, assim seja, por outros companheiros que identificam vestir este ideário histórico. As ações de Vossa Excelência no Ministério irão contribuir para a manutenção do desenvolvimento dos pilares trabalhistas, alicerçados no trinômio: educação, trabalho e patriotismo. O trabalho direcionado à esta questão poderá corroborar os resultados positivos não só do seu trabalho no Ministério do Trabalho mas também dos outros companheiros da legenda, que devem estar identificados com a logomarca do PDT, que outrora já fora PTB, e que tem como simbologia a libertação nacional e o desenvolvimento intelectual, sócio-econômico e cultural do nosso povo, buscando preservar os valores nacionais não de maneira xenofóbica, mas respeitando também as outras culturas e apenas deixando bem claro para estas que a nossa, tanto quanto elas, deve ser respeitada na sua autonomia política. Boa Sorte!!!

Conte com este humilde companheiro no que se precisar para ajudar no processo de desenvolvimento da nossa ideologia e do nosso legado...

RICARDO (JS-PDT/RJ)

EX-PRESIDENTE NESTOR KIRCHNER MORRE NA ARGENTINA

O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007) morreu nesta quarta-feira (27) em El Calafate, aos 60 anos, informou o médico presidencial Luis Buonomo. 

Buonomo afirmou que o ex-presidente foi vítima de "morte súbita". O horário de sua morte, ainda segundo a Ansa, foi as 10h (11h em Brasília).

De acordo com o El Clarín, um médico da equipe presidencial confirmou que o ex-presidente sofreu uma "descompensação cardíaca aguda" e foi levado ao hospital da cidade. O diário afirma que Kirchner e sua mulher, a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner, descansavam em sua casa de El Calafate desde o último fim de semana. Por causa da realização do censo nacional, esta quarta-feira é feriado na Argentina.

O ex-presidente havia passado por duas cirurgias de emergência em 2010, em fevereiro e setembro, por obstrução em artérias coronárias. O Clarín afirma que os médicos haviam recomendado que mudasse seu estilo de vida. Segundo a imprensa local, Kirchner teria sofrido uma parada cardiorrespiratória com morte súbita.

Kirchner nasceu em 25 de fevereiro de 1950 em Río Gallegos, na Província de Santa Cruz. Advogado de formação, ele foi prefeito de sua cidade natal (1987-1991) e governador de Santa Cruz (1991-2003), antes de se tornar presidente argentino pelo Partido Justicialista (Peronista).

Atualmente, além de ser casado com a presidente, exercia o cargo de secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas. Kirchner foi nomeado para o cargo no último dia 4 de maio.

Kirchner deixa dois filhos, Máximo, 32 anos, e Florencia, 19. Ambos são fruto do casamento com a atual presidente do país, que conheceu quando ambos estudavam Direito na Universidade de La Plata (60 km ao sul de Buenos Aires) e militavam na Juventude Peronista nos conturbados anos 70. 

Sua morte acontece quase um ano antes das eleições para a Presidência, em cujas pesquisas ele era apontado como um dos favoritos.